Louzan1000

1000 Dureza | 1000 Montanha | 1000 Alegria

Sempre a descer até lá acima

Éramos cinco (o Carlos, a Carmen, o Hugues e a Mariana) e estávamos todos mal dormidos. Com um atraso de meia hora em relação à hora de saída lá chegamos ao ponto de encontro, tomamos café, conversamos sobre o que nos esperava e partimos.

Rumamos à Lousã onde participamos num quilometro vertical.
Um quilometro vertical, para quem não sabe, é uma corrida com uma subida vertical de 1000 metros, com bastante inclinação e em terreno variável.
No nosso caso, iríamos percorre os 1025 metros de desnível positivo (8,5 km em linha recta) que separam o centro da Lousã do topo mais alto da Serra da Lousã (Trevim).

[A levantar os dorsais

Chegados à Lousã, não tivemos dificuldade em encontrar o local do Secretariado, nos jardins do Hotel Palácio da Lousã, levantamos os dorsais, e procuramos um sítio onde tomar café, que acabou por ser no café em frente à igreja, que devia ser o único aberto aquela hora na Lousã, e onde já se encontravam alguns dos outros participantes.

Enquanto uns aqueciam (passavam por mim a correr ao passo a que eu normalmente corro em provas de 10km de estrada) equipamos-nos e la fomos para a linha de partida onde já se encontravam vários corredores, e onde decorria um aquecimento sob a forma de uma aula de zumba.

Às 10 horas em ponto lá partimos.

Desculpa lá não estar a responder é que agora não consigo falar

Apesar de ser curta, esta foi uma das provas mais desafiantes em que participei.
Eu já sabia que era a subir, e sempre a subir. Mas o que se seguiu às escadarias do Hotel Palácio da Lousã foi muito violento, e admito, que não estava psicologicamente preparado para aquilo.
Idealizo sempre como as provas vão ser na minha cabeça, e tinha idealizado esta por carreiros. Só que afinal a parte por trilhos era mais estimulante.

Começamos todos em conjunto, mas fomos-nos separando quando começaram as subidas ainda na Lousã de acordo com o ritmo de cada um. O Hugues e o Carlos seguiam à minha frente, e a Mariana e a Cármen atrás de mim.

Os primeiros 5 km foram mesmo muito difíceis, a inclinação das subidas ia aumentando e pioraram quando entramos em trilho, para além disso, haviam algumas partes mesmo lixadas com pedras soltas.

Foi numa dessas partes que o Hugues e o Carlos viram que eu ia no seu encalço e decidiram parar para tirarmos uma selfie. Chamaram por mim, e disseram qualquer coisa, no entanto, e apesar de estar a passo não consegui responder porque estava sem fôlego suficiente para andar.

Os últmos 3,5km já foram mais rolantes, já dava para correr. Os meus dois companheiros seguiam alguns minutos à minha frente e eu tentava correr para os apanhar… Tentava porque de facto não conseguia correr, corria uns metros e ia outros a passo.

A Serra da Lousã é sem duvida magnifica, e o dia estava brutal. Cansado como ia deu para apreciar cada milímetro da paisagem.

Daqui de cima vê-se a Serra da Estrela

Uma hora e vinte e oito minutos depois, estava no topo do Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã.
Recebi a t-shirt de finisher – que já usei algumas vezes com orgulho. E enchi-me de um bolo regional, de que não me lembro o nome.

Uns minutos depois chegou a Cármen, e no final chegou a Mariana.

Do topo de Trevim dava para ver a Serra da Estrela – ainda coberta de neve – e a Serra do Açor. E os participantes (que não desceram a correr), conversavam enquanto esperavam pela partida dos autocarros que percorreriam os 20 ou 30 km de estrada que separam o Trevim da Lousã.

Nos jardins do Hotel Palácio da Lousã, esperava-nos um quarto abastecimento. Era suposto haver dois abastecimentos, um de líquidos aos 5 km e um de sólidos e líquidos no final, afinal eram 4, um aos 2,5 km de água, um de sólidos e líquidos aos 5 km e dois banquetes no final e à chegada. E estava tudo pronto para a entrega de prémios que seria nesse dia às 14h.

Sobre a organização apenas tenho a dizer também maravilhas. Estava tudo muito bem organizado, eram muitas pessoas, estavam devidamente identificadas e informadas. Para além disso transbordavam simpatia e boa disposição.

Como a fome começou a apertar, fomos ao banho, e acabamos por almoçar frango assado na Lousã – no que parecia ser o único restaurante aberto. O resto da tarde, antes de voltarmos para Aveiro, foi passada a tostar numa esplanada a pensar nas próximas aventuras.

Correr São Bernardo

Vem treinar connosco

  • Corridas:
    • Terças-feiras às 20h30;
    • Quartas às 19h15;
    • Quintas às 19h30.

Com partida Centro Desportivo S. Bernardo (Aveiro) e sempre uma distância de 10 km (há a possibilidade de passar no ponto de partida aos 5 km).

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